27 de fevereiro de 2010

O Fim.



Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.

Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.
A troco do que?

Você passa mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em  frente...

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

Qual é?
Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas, mulheres e morre num sábado de manhã.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.

Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.

Ok....

Hora de descansar em paz.

Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.

Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...

E perdoe. Sempre.

Pedro Bial

26 de fevereiro de 2010

Amanhã.



"O futuro não é algo que simplesmente acontece por si mesmo. Estamos criando o amanhã neste mesmo momento. Hoje em dia muitas pessoas sentem-se como meros espectadores dos fatos globais. Mas devemos aprender que todos nós somos atores e que estamos modelando nosso futuro agora mesmo".
Jostein Gaarder

22 de fevereiro de 2010

"O essencial é invisível aos olhos"

Dia desses eu estava lendo "O Pequeno Príncipe", quando uma citação no livro me chamou a atenção. "O essencial é invisível aos olhos". A princípio não entendi muito bem o que queria dizer, mas depois, analisando melhor, percebi o que estava bem à minha frente até mesmo antes de ler o livro.

Muitas vezes nós nos preocupamos tanto com coisas práticas e relativamente "fáceis" de serem feitas / conseguidas que não damos atenção às coisas que realmente têm valor e que não vão voltar mais. Um "eu te amo" a alguém que você realmente ame, um abraço; um pôr do sol visto com alguém que vale a pena ter ao lado; um momento único que talvez não tenhamos mais a oportunidade de viver.

Mas sabe, mais importante que viver, é vivenciar. Portanto, sorria mais, brinque mais, ouça o que as pessoas têm a te dizer. Talvez, quando você tiver tempo para ouví-las, elas não tenham mais o que dizer. Ou o que sentir. E o que temos a sentir pelas pessoas é o essencial.

15 de fevereiro de 2010

Sempre fui ciumenta. Eu admito. Morro de ciúme de quem eu gosto. E vezes me torno um pouco obssessiva. Mas sabe o que é foda? Quando as pessoas provocam o meu ciúme. É "cutucar onça com vara curta".

14 de fevereiro de 2010

Sabe, muita gente já me decepcionou. E eu aprendi a lidar com isso, de uma certa forma. Na verdade, o problema está quando pessoas por quem eu realmente tenho consideração me dão golpes fortes. Estes são difíceis de superar.
Outra coisa que me entristece e me deixa muito confusa é quando as pessoas deixam de se relacionar comigo sem me explicar o por quê. Isso é péssimo. Sabe aquela sensação de: "-WTF? O que eu fiz pra esse (a) fulano pra ele parar de falar comigo?". Ultimamente eu estou passando por muitas dessas situações. Muita gente parou de falar comigo por motivos que eu desconheço. É muito foda estranho, todo mundo diz que não gosta de falsidade e talz, mas são falsas e adoram julgar os outros. E, na boa; hipocrisia, pra mim, é o fim.


Em alguns momentos, não consigo me expressar com minhas próprias palavras. Me sinto mal por ter que utilizar de frases que ão foram criadas por mim. Mas sabe, acho que as músicas, por exemplo, são feitas pra isso. Pra que, quando as nossas próprias palavras não bastam, a melodia e o ritmo falem por nós.


♪...I don't wanna be without you baby
I don't want a broken heart
Don't wanna take a breath without you baby
I don't wanna play that part
I know that I love you
But let me just say
I don't wanna love you
In no kinda way, no no
I don't want a broken heart
And I don't wanna play the broken-hearted girl
No, no, no broken-hearted girl
I'm no broken-hearted girl...  ♪

7 de fevereiro de 2010

Quando me amei de verdade



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.


Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é… Autenticidade.


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.


Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.


Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.


Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.


Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é… Saber viver!!!


Charles Chaplin